"Não vou me preocupar com o passado, vou apenas pensar no futuro, pois é nele que eu pretendo passar o resto da minha vida."

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Dica de leitura: Tensão - Harlequim Flor da Pele Ed. 07

Alckmin sancionou! Vitória para testes em animais!

change.org

O Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, acaba de sancionar o Projeto de Lei  da ALESP 777/13 que proíbe testes em animais para cosméticos e produtos de higiene pessoal!
Na terça-feira o abaixo-assinado com mais de 68 mil assinaturas foi entregue ao governador em uma audiência com ativistas de direitos dos animais, que estavam acampados há dias na frente do palácio. 
Esta é uma vitória de todas as pessoas que assinaram e divulgaram o abaixo-assinado, e principalmente dos ativistas incansáveis que mantiveram a pressão sobre o Governador Geraldo Alckmin. 
Vamos compartilhar a vitória: 


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

O Gato e a Espiritualidade.

Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não topa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento. O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode, ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós. Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe "ler" pensa que "ele" não está ali. Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir. O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluídos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado. O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas. O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato! Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo. O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo. Lição de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias. Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra. Lição de religiosidade sem ícones. Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gosto e senso de oportunidade. Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências. O gato é uma chance de interiorização e sabedoria, posta pelo mistério à disposição do homem." O gato é um animal que tem muito quartzo na glândula pineal, é portanto um transmutador de energia e um animal útil para cura, pois capta a energia ruim do ambiente e transforma em energia boa, -- normalmente onde o gato deita com frequência, significa que não tem boa energia-- caso o animal comece a deitar em alguma parte de nosso corpo de forma insistente, é sinal de que aquele órgão ou membro está doente ou prestes a adoecer, pois o bicho já percebeu a energia ruim no referido órgão e então ele escolhe deitar nesta parte do corpo para limpar a energia ruim que tem ali. Observe que do mesmo jeito que o gato deita em determinado lugar, ele sai de repente, poi ele sente que já limpou a energia do local e não precisa mais dele. O amor do gato pelo dono é de desapego, pois enquanto precisa ele está por perto, quando não, ele se a afasta. No Egito dos faraós, o gato era adorado na figura da deusa Bastet, representada comumente com corpo de mulher e cabeça de gata. Esta bela deusa era o símbolo da luz, do calor e da energia. Era também o símbolo da lua, e acreditava-se que tinha o poder de fertilizar a terra e os homens, curar doenças e conduzir as almas dos mortos. Nesta época, os gatos eram considerados guardiões do outro mundo, e eram comuns em muitos amuletos. "O gato imortal existe, em algum mundo intermediário entre a vida e a morte, observando e esperando, passivo até o momento em que o espírito humano se torna livre. Então, e somente então, ele irá liderar a alma até seu repouso final."
 Fonte: The Mythology Of Cats, Gerald & Loretta Hausman


sábado, 18 de janeiro de 2014

Tess Of D'Urbervilles - Thomas Hardy

Tess of the d’Urbervilles



Thomas Hardy

O autor de Tess of the d’Urbervilles, Thomas Hardy, nasceu em 02 de junho de 1840 em uma região rural da Inglaterra, Dorset. Permaneceu um autor obscuro até a publicação de Far from the Madding Crowd em 1874 e, finalmente, Tess of the d’Urbervilles, publicado em 1891, garantiu de vez o seu futuro financeiro. Esta novela, seguida de Jude the Obscure (1895) trouxe-lhe fama e conforto, mas também muitos aborrecimentos por parte da sociedade conservadora da época.

Tess of the d’Urbervilles, a mais famosa de suas novelas, foi levada ao cinema por Roman Polanski em 1979 com Nastassja Kinski no papel de Tess Durbeyfield, a personagem principal. Esta é a história de uma bela moça de família simples, vítima das circunstâncias, da moral cristã e vitoriana e do próprio encanto. O pai, Mr. John Durbeyfield não tem muito senso de responsabilidade, prefere beber a trabalhar ou se dedicar à família. Um dia esse homem descobre, por acaso, que descende de uma família nobre, os d’Urbervilles, corre para o pub contar a novidade aos amigos e ali ouve dizer que há uma senhora d’Ubervilles muita rica, vivendo em mansão, não muito longe de Marlott que é onde vive Tess e os seus. Mr. John e esposa, Mrs. Joan Durbeyfield, enviam Tess a essa senhora com a missão de pedir-lhe ajuda financeira. É aí que os verdadeiros problemas de Tess começam, exatamente onde Alec d’Urberville entra na história. Este que ele supõe ser seu primo, na realidade não o é, o pai de Alec juntou uma grande fortuna, mas faltava-lhe um nome nobre, ele pesquisou a história de algumas famílias e decidiu tomar este nome de ‘empréstimo’ para dar uma ‘envernizada’ no passado. Tess é seduzida, nos termos de hoje diríamos violentada, por Alec e perde o único valor que uma mulher tinha na época, a honra. Ela segue até o fim pagando por um crime que não cometeu, muito ao contrário, foi vítima.

Algum tempo depois Tess encontra Angel, um dos personagens mais interessantes do romance, um livre pensador, um homem que abandona as certezas e o caminho traçado pelo pai para seguir fiel a si mesmo, respeitando o seu próprio modo de ver o mundo. Nem mesmo Angel com o seu refinamento e sua bondade consegue entender e aceitar o drama de Tess, ou melhor, precisa deixar o seu meio, vir ao Brasil e quebrar a cara, para voltar arrependido quando já era tarde demais.

Thomas Hardy trata principalmente desta hipocrisia da moral cristã, da dominação masculina, das injustiças da era vitoriana ligadas à idéia de classe social e da confusão e mudanças que ocorriam nessa época. Os D´Urbervilles tinham um nome nobre, mas era só, a família de Alec tinha dinheiro, mas eram vulgares e tentaram resolver a questão usurpando um nome.
As controvérsias envolvendo Tess of the d’Urbervilles e Jude the Obscure desaninaram a tal ponto Hardy que ele abandonou as novelas e passou a se dedicar inteiramente à poesia.
Foto Nastassja Kinski no papel de Tess.
Mais sobre o filme aqui e aqui.
O clássico A bem-Amada, de Thomas Hardy é publicado no Brasil pela editora Conex, nada encontrei sobre a tradução de Tess.
Leila Silva - Cadernos da Bélgica
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Retirado de ROSEBUD - LIVROS