"Não vou me preocupar com o passado, vou apenas pensar no futuro, pois é nele que eu pretendo passar o resto da minha vida."

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Tem pouco dinheiro? Veja 3 boas aplicações para fazer com apenas R$ 100,00

InfoMoney – qua, 3 de ago de 2016 08:54 BRT

SÃO PAULO – Muitas pessoas têm a impressão de que investir o dinheiro fora da poupança é algo que pode ser feito apenas com quantias relativamente altas de dinheiro. Contudo, o que muita gente não sabe é que é, sim, possível aplicar pouco dinheiro em alternativas muito mais rentáveis e com a mesma segurança da poupança. O InfoMoney conversou com Aderson Gegler, sócio diretor da Moinhos Investimentos, que listou três aplicações que é possível fazer com apenas R$ 100.
“Um dos erros mais frequentes de quem começa a investir é não procurar alternativas de investimento diferentes da poupança, simplesmente por achar que não existem soluções melhores para quem quer começar com pouco. Dentre as alternativas mais comuns podemos citar os Títulos Públicos, que possuem risco soberano, ou seja, a garantia do Governo Federal”, explica o assessor de investimentos.
Os títulos públicos, que são oferecidos pelo Tesouro Direto, são, na teoria, o investimento mais seguro do país, uma vez que conta com a garantia do governo federal, que é o melhor credor do país. “Há várias formas de se investir no Tesouro Direto, porém para quem está começando, a melhor forma provavelmente será a dos títulos atrelados à Selic, nossa taxa básica de juros”, aconselha Aderson.
“Outra forma de se investir com poucos recursos é através dos chamados fundos DI. Existem dezenas no mercado, porém é importante pesquisar a rentabilidade deles e comparar as taxas de administração. Nos grandes bancos elas muitas vezes são abusivas e fazem a rentabilidade cair a ponto de não valer a pena o investimento. Um bom fundo DI deve rentabilizar o capital do investidor em torno de 100% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário)”, aponta o assessor de investimentos.
O CDI é um indicador que anda em linha com a Selic. “A alíquota a ser paga depende do tempo em que o recurso ficará investido, mas após 2 anos de investimento, a alíquota é a mínima e fica em 15% sobre o rendimento (os títulos públicos são tributados no momento da liquidação e os fundos, através dos come-cotas, a cada seis meses). Como temos um CDI em 14,1% ao ano, descontando o imposto teríamos um rendimento líquido próximo de 12% ao ano. Muito acima dos 8,4% ao ano da poupança”, explica.
Outra alternativa de investimento que pode ser interessante com esse valor é a previdência. “Neste caso, além do investidor pesquisar sobre a taxa de administração e rentabilidade, é preciso se certificar de que não vai pagar a taxa de carregamento. Não há nenhum motivo lógico para aceitar pagar esta taxa, que acaba corroendo boa parte do recurso investido”, conta Aderson.

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