"Não vou me preocupar com o passado, vou apenas pensar no futuro, pois é nele que eu pretendo passar o resto da minha vida."

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Bicicleta é a nova arma para combater o machismo. Entenda

Setembro 8, 2015
Sabia que no século XIX as feministas usavam a bicicleta como um veículo provocador e libertador para suas sexualidades e sua luta por igualdade de gênero? Pois é.

Um século depois, a bicicleta continua sendo muito importante para as mulheres que buscam seus direitos na sociedade. Em Guadalajara, no México, foi criado o grupo de mulheres ciclistas Femibici. “Queremos mudanças no espaço que coabitamos e e queremos exercer nossos direitos na cidade. Os motivos pelos quais as mulheres não andam de bicicleta são diferentes dos motivos dos homens: os trajetos que usam, as atividades que têm durante o dia, a vulnerabilidade e a possibilidade de assédio”, explicou Mariel, uma integrante do grupo, ao jornal “El Clarín”.
Com o perigo iminente de violência nas grandes cidades, há também grupos de ciclistas mais experientes que acompanham as novatas. Na Venezuela, um desses grupos se chama Bici Mamis. “Mami é um elogio relacionado ao estereótipo da beleza das Misses Venezuela. Se você anda de bicicleta, ouve isso em todos os cantos. Queremos romper com a maneira com que essa palavra é usada e passar a ser autoras dos adjetivos que escolhemos para nós mesmas”, afirma Yessenia, uma das participantes do grupo.
Aqui no Brasil, desde 1992 existe o Saia na Noite, um grupo formado por várias mulheres que começaram a fazer passeios noturnos de bicicleta quando ninguém tinha coragem de fazer isso. Hoje, elas saem com suas características roupas rosas pelas noites de São Paulo e têm até rotas temáticas, com tour gastronômico por exemplo.
Se animou a pegar sua bicicleta e dar um rolê por aí? 
Foto: Thinkstock
(Reprodução/Jules e Jim - Uma mulher para dois)

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